Papel ofício

Não gosto de teorias, adoro as práticas

Odeio linhas, amo folhas em branco

NÃO gosto das retas Prefiro as Semi- retas

Não gosto de nada que apertado ; sapato, roupa, coração

Mas sou fã de abraços que quase sufocam

Não gosto de gaiolas Metrô Nada que me limite

Amo saber que posso ir e vir livremente

QUE o papel em branco pode ter o desenho, a letra ou o rabisco que eu quiser

Espero que nada me trave , nem a timidez e nem o cansaço..

O que gosto mesmo é de andar descalça em casa sem muros

Tecendo minha própria rua, com um chão pintado e pessoas que dançam na chuva.

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Só sei dançar com você

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Onde meus olhos irão pousar senão nos teus.? Cê tem um olhar pra cada sentimento, mas o melhor é aquele de quando sua felicidade transborda e não preciso de palavras para saber que é alegria de amor.

Não entendem como dançamos com tanta maestria,  tendo você quase o dobro da minha altura. Meus pés seguem os teus e seu corpo vai bem na direção do meu e então qualquer som vira a música perfeita.

Deixa acontecer naturalmente

“Calma aí, garota, deixe as coisas acontecerem “ Essa sou eu olhando para um espelho qualquer dizendo a mim mesma para ir devagar.DE-VA-GAR.Eita palavrinha difícil de entrar nos meus pensamentos! Que quase sempre aceleram me deixando sem ar. E  ai daquele que tentar entender ou seguir.Complica! DES-COM-PLI-CA , outra palavra difícil de entrar na minha mente de roteirista de romance clichê.

Não sei de onde vem minha pressa. Parece que sinto que tudo vai acabar no dia seguinte, então acabo vivendo tudo da forma mais intensa possível. Mesmo que digam para viver todos os dias como se fosse o último, também dizem que a pressa é inimiga da perfeição, concordo com o último ditado, mas vivo no tropeço entre viver o hoje e pensar no amanhã ou pensar que amanhã nem chegará. É uma loucura.

Vivo fazendo mil planos para o futuro, imagino milimetricamente cada detalhe, e …quando por ventura sai de um jeito diferente,  eu logo fico frustrada.Onde fica o espaço para as surpresas assim?  Pois é, tenho pensado seriamente sobre isso. E lá vou eu colocar aqui uma frase pronta, essa é do John Lennon “A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo outros planos.” Palmas pro John , ele disse tudo! Enquanto eu tenho roteirizar loucamente o beijo que meu namorado me dará numa segunda-feira ensolarada , ao meio dia, no meio de um  almoço surpresa, a vida se encarrega de colocar à minha frente o presente.Talvez não seja doce quanto a minha fantasia futurista,  mas é onde tudo acontece.Sobre o próximo beijo ? Provavelmente não será numa segunda, pode ser que seja numa quinta de noite ou na sexta….O mais legal deve ser não planejar tanto e deixar que o acaso traga algo ou leve.É deixar a vida apenas acontecer e manter os braços abertos para receber os presentes e aprendizados.

Então querida vida, surpreenda-me positivamente….

Deixa chover…

tênis Quando algo morre em você e junto com a sensação de nada vem a melancolia é porque já já chega a hora de renascer.Acontece com todo mundo.Aquele gosto de saudade amanhecida junto com a apatia da certeza do que um dia foi e não será mais.”Chegou o fim, meu bem.Meu fim? Não, não o seu, o nosso.”E aí a gente se sente como quem partiu ou morreu, sem prumo, sem rumo, sem roupa nem moradia.

O céu desaba sobre nossa cabeça. Todo o corpo parece chorar a mesma dor e a chuva começa por dentro e transborda pelos olhos e nariz.”O fim chegou , meu bem.Não tem mais jeito”.Os dias que se seguem são como morte em vida.The walking Dead.

O corpo pesa , a fala engasga , o peito sufoca e a cabeça gira.Deixar ir é como sentir uma parte sua  se desmembrando.Uma parte bem grudada e difícil de se desencaixar.Mas vai.A parte tem vida própria e vai quando quer.A gente precisa deixar ir pra não morrer, pra não sufocar.

O clichê de que depois de toda tempestade vem o dia ensolarado nunca fez mais sentido do que quando deixamos aquele sentimento se transformar. A chuva que havia dentro da gente escapa pois ela é dona de si  e então chega a hora em que nosso corpo rejeita os sentidos.A apatia chega e toma conta  …Fase limbo.

O vazio dá lugar ao novo.A gente se esvazia para encher e transbordar de novo.Transbordar sorrisos ou até lágrimas.Um novo ciclo recomeça , mas para isso é preciso deixar chover.

O amor, o fim e a grande lição.

Quando ele decidiu que não dava mais pra continuar

Que tudo o que era bom havia se tornado pequeno, o ruim reverberava a todo instante levando pra longe o amor.Trazendo pra perto a agonia do adeus.

Então ele , com aparência cansada , quase sem olhar nos meus olhos soltou minhas mãos, desgarrou-se do sonho e foi embora com o vento.

O dia estava nublado, mas a chuva era dentro de mim.Algo se quebrou.O instante congelou. Tudo se petrificou.

Na minha mente passava um filme:Do primeiro dia ao término.Lembrei da sua boca quente encostando na minha no nosso primeiro beijo.Lembrei do quanto eu esperei pela aquela calma na alma.E do quanto eu estava feliz.Estávamos.

Era tudo novo.Não conhecíamos os defeitos um do outro, era fácil, encantava.O tempo foi deixando para trás o desconhecido colocando no lugar as manias, os defeitos, os vícios, e as brigas.Junto com tudo o que estava por trás do nosso sorriso havia o medo, o passado e  poucos segredos.

Como eu queria não terminar essa breve história falando do fim.Mas foi inevitável.O amor que eu sinto continua em mim e a dor da perda me acompanhará por um tempo.

Meu amor foi-se com o vento.

O triste é saber que ele partiu  cheio de peso e cabisbaixo, ferido por palavras e desconfiança.Como queria pedir ao vento que conversasse com o tempo e me concedesse voltar ao instante em que o conheci.Para quem sabe assim, ter visto desde o primeiro instante que ele não seria só mais um.Que aquele homem não viera para me magoar como os outros.Ele viera para ensinar e ensinou.Ensinou estando ao meu lado.Mas, foi ao partir que aprendi a maior lição de todas: O amor não é imune às cobranças, às desconfianças.E acima de tudo , o amor é livre.

O que não se pode explicar

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Vez em sempre eu me pegava tentando nomear o que eu sentia por ele.Eram tantas coisas misturadas e um grande ponto de interrogação.Era diferente de tudo que já havia sentido, ao mesmo tempo era tão perto do que eu rabiscava quando menina, na última folha de um diário , com o título de “homem dos sonhos”.Eu me sentia sem ar e com medo de tudo aquilo me escapar , como água escorrendo pelo ralo da pia.Eu sentia que finalmente a vida me trouxe o que eu já havia desistido de encontrar.E era tão lindo ver o sonho virar realidade bem pertinho de você.

Na minha mente de menina eu achava que o amor seria simples como continha de mais com unidade.Na minha cabeça de mulher eu aprendi que o amor podia chegar fácil entre um olhar e a convivência, mas manter a paz não era tão simples como somar.A maturidade me fez entender que amar muitas das vezes é abrir mão, é dar passos para trás e só depois avançar.Compreendi que amar alguém independe do que o outro me dará em troca.E era lindo quando o mar se acalmava e eu podia sorrir e vê-lo sorrindo de volta.

No fim já não fazia sentido tentar por nome na imensidão do que sentíamos.Não sei do que devo chamar, só sei que cresce e floresce dentro de mim e transborda nele.Não é precisamos tentar explicar o inexplicável.Eu só sei que sinto.O que? Dizem que se chama amor.

História sem fim

“O amor, meu bem , é para os fortes “ Esse era o mantra dela.Essa era sua sina.Ela não tinha medo de demonstrar-se vulnerável, tudo o que a moça queria era mostrar quem era e,  para ele,  ela era um livro aberto.Ele conhecia suas fraquezas, ela tentava descobrir as dele.Qual seria a ferida mais profunda e por que até hoje não cicatrizou ? Ela não queria desistir de curar o moço, por mais que parecesse pretensioso e utópico  – ela acreditava que o amor curava.

Desistir nunca foi para ela.Ela sabia mais do que tudo que , o amor não era fácil.Só não fazia ideia de que nem todos são fortes o suficiente ou estão preparados.Ela estava no caminho, sabia que tinha muito a aprender , mas , queria aprender com ele em sua vida.Ele deus passos para trás, ela paralisou e logo deu passos para frente.Ele tinha dúvidas cruéis, ela tinha certezas insanas.Estavam numa corrida para lados opostos.

Ele ouvia sua voz de longe , ainda assim não conseguia pronunciar nada. O medo o calara. O medo venceu a batalha, mas não a guerra.Ela não quer soltar das mãos dele, não porque não tenha amor próprio , Ela tem e quer dividir-se nele.Não sei o final dessa história sem lógica alguma, ela também não sabe, mas torce para que não tenha fim.