O que não se pode explicar

amor

Vez em sempre eu me pegava tentando nomear o que eu sentia por ele.Eram tantas coisas misturadas e um grande ponto de interrogação.Era diferente de tudo que já havia sentido, ao mesmo tempo era tão perto do que eu rabiscava quando menina, na última folha de um diário , com o título de “homem dos sonhos”.Eu me sentia sem ar e com medo de tudo aquilo me escapar , como água escorrendo pelo ralo da pia.Eu sentia que finalmente a vida me trouxe o que eu já havia desistido de encontrar.E era tão lindo ver o sonho virar realidade bem pertinho de você.

Na minha mente de menina eu achava que o amor seria simples como continha de mais com unidade.Na minha cabeça de mulher eu aprendi que o amor podia chegar fácil entre um olhar e a convivência, mas manter a paz não era tão simples como somar.A maturidade me fez entender que amar muitas das vezes é abrir mão, é dar passos para trás e só depois avançar.Compreendi que amar alguém independe do que o outro me dará em troca.E era lindo quando o mar se acalmava e eu podia sorrir e vê-lo sorrindo de volta.

No fim já não fazia sentido tentar por nome na imensidão do que sentíamos.Não sei do que devo chamar, só sei que cresce e floresce dentro de mim e transborda nele.Não é precisamos tentar explicar o inexplicável.Eu só sei que sinto.O que? Dizem que se chama amor.

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